
Mais de 1 mil pessoas lotaram o Salão de Atos da Unijuí, em Ijuí, no noroeste do Rio Grande do Sul, para o debate sobre o futuro da produção leiteira no país. Promovida por iniciativa da presidente da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado, senadora Ana Amélia (PP-RS), a audiência reuniu produtores, lideranças do setor, representantes do governo, deputados e especialistas na área. Prefeitos, vereadores e secretários de agricultura de mais de 50 municípios também acompanharam o encontro. No debate, os participantes destacaram a necessidade do trabalho em conjunto dos diferentes setores para estimular a produção leiteira no país. Definição de um preço mínimo que cubra os custos da atividade, campanha para aumento do consumo interno e da exportação, melhorias na infraestrutura no campo e o desenvolvimento tecnológico foram algumas das medidas apontadas pelos participantes como importantes para evolução do setor. O reitor da Unijuí, Martinho Luís Kelm, apresentou o projeto para implantação do Centro de Pesquisa em Lácteos, utilizando as instalações da universidade e a equipe de professores da instituição. A intenção é desenvolver o centro em parceria com o poder público e com a empresa Lactalis, multinacional do setor lácteo, que tem uma unidade em Ijuí. Além de elevar a nossa produção, precisamos trabalhar na geração de conhecimento, em novos produtos, que possam agregar valor ao setor. É um projeto que cumpre o papel da universidade de agir diretamente na sociedade, contribuindo com pesquisa e extensão enfatizou Kelm. Outro ponto importante do debate foi o anúncio do secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, de que a pasta realizará estudo para definir um preço mínimo à produção do leite. Conforme destacou Ana Amélia, ficou clara a necessidade de aumentar o valor recebido produtores de forma a cobrir os custos de produção. O chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo do Carmo Martins, afirmou que, no que se refere à pesquisa no setor, a Embrapa tem uma rede de unidades bem instaladas dispostas a trabalhar com universidades e órgãos de pesquisa. Martins ressaltou ainda que a empresa, que já tem duas unidades no Rio Grande do Sul trabalhando intensamente com o leite, terá sua presença reforçada no Estado. Mercado O vice-presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios, Guilherme Portella, ressaltou que o Brasil tem 1,8 milhões de pessoas vinculadas diretamente na atividade leiteira. Segundo ele, o Brasil já é o quarto maior produtor mundial de leite, mas ainda precisa melhorar o seu consumo interno, que não acompanha a velocidade da produção. A produção cresce mais do que o consumo interno. Precisamos aumentar esse consumo ou aumentar as exportações ressaltou. O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat-RS), Darlan Palharini, enfatizou a evolução da produção do Rio Grande do Sul em comparação ao restante do país. Nos últimos 11 anos, o país teve crescimento de 66%, enquanto os gaúchos tiveram incremento de 103%. Diretor executivo do Instituto Gaúcho do Leite (IGL), Ardêmio Heineck, destacou dados sobre a importância do produto para a economia gaúcha, responsável por cerca de 9% de toda a renda gerada no Estado. Heineck também pediu apoio à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico. Já o secretário estadual de Agricultura, Ernani Polo, destacou o trabalho dos produtores aúchos em busca de melhorias para comercialização do leite a outros Estados. O secretário também destacou desafios, como o setor energético, que precisam ser resolvidos no campo. As dificuldades na energia elétrica também foram abordadas pelo presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Carlos Joel da Silva. Ele destacou ainda a necessidade de aprovação do projeto dos integrados (PL 6459/2013), de autoria da senadora Ana Amélia, para dar maior segurança jurídica à relação entre produtores e empresas. A iniciativa já foi aprovada no Senado e aguarda votação no plenário da Câmara dos Deputados, que poderá ocorrer em agosto. A audiência pública em Ijuí foi a oitava do Ciclo de Debates da comissão neste ano. O primeiro encontro ocorreu em março, em Não-Me-Toque, durante a Expodireto-Cotrijal, e discutiu questões relacionadas à logística do setor. Também ocorreram audiências em Porto Alegre, Petrolina (PE), Ilhéus (BA), Palmas (TO) e Brasília.

Mais de 1 mil pessoas lotaram o Salão de Atos da Unijuí, em Ijuí, no noroeste do Rio Grande do Sul, para o debate sobre o futuro da produção leiteira no país. Promovida por iniciativa da presidente da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado, senadora Ana Amélia (PP-RS), a audiência reuniu produtores, lideranças do setor, representantes do governo, deputados e especialistas na área. Prefeitos, vereadores e secretários de agricultura de mais de 50 municípios também acompanharam o encontro. No debate, os participantes destacaram a necessidade do trabalho em conjunto dos diferentes setores para estimular a produção leiteira no país. Definição de um preço mínimo que cubra os custos da atividade, campanha para aumento do consumo interno e da exportação, melhorias na infraestrutura no campo e o desenvolvimento tecnológico foram algumas das medidas apontadas pelos participantes como importantes para evolução do setor. O reitor da Unijuí, Martinho Luís Kelm, apresentou o projeto para implantação do Centro de Pesquisa em Lácteos, utilizando as instalações da universidade e a equipe de professores da instituição. A intenção é desenvolver o centro em parceria com o poder público e com a empresa Lactalis, multinacional do setor lácteo, que tem uma unidade em Ijuí. Além de elevar a nossa produção, precisamos trabalhar na geração de conhecimento, em novos produtos, que possam agregar valor ao setor. É um projeto que cumpre o papel da universidade de agir diretamente na sociedade, contribuindo com pesquisa e extensão enfatizou Kelm. Outro ponto importante do debate foi o anúncio do secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, de que a pasta realizará estudo para definir um preço mínimo à produção do leite. Conforme destacou Ana Amélia, ficou clara a necessidade de aumentar o valor recebido produtores de forma a cobrir os custos de produção. O chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo do Carmo Martins, afirmou que, no que se refere à pesquisa no setor, a Embrapa tem uma rede de unidades bem instaladas dispostas a trabalhar com universidades e órgãos de pesquisa. Martins ressaltou ainda que a empresa, que já tem duas unidades no Rio Grande do Sul trabalhando intensamente com o leite, terá sua presença reforçada no Estado. Mercado O vice-presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios, Guilherme Portella, ressaltou que o Brasil tem 1,8 milhões de pessoas vinculadas diretamente na atividade leiteira. Segundo ele, o Brasil já é o quarto maior produtor mundial de leite, mas ainda precisa melhorar o seu consumo interno, que não acompanha a velocidade da produção. A produção cresce mais do que o consumo interno. Precisamos aumentar esse consumo ou aumentar as exportações ressaltou. O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat-RS), Darlan Palharini, enfatizou a evolução da produção do Rio Grande do Sul em comparação ao restante do país. Nos últimos 11 anos, o país teve crescimento de 66%, enquanto os gaúchos tiveram incremento de 103%. Diretor executivo do Instituto Gaúcho do Leite (IGL), Ardêmio Heineck, destacou dados sobre a importância do produto para a economia gaúcha, responsável por cerca de 9% de toda a renda gerada no Estado. Heineck também pediu apoio à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico. Já o secretário estadual de Agricultura, Ernani Polo, destacou o trabalho dos produtores aúchos em busca de melhorias para comercialização do leite a outros Estados. O secretário também destacou desafios, como o setor energético, que precisam ser resolvidos no campo. As dificuldades na energia elétrica também foram abordadas pelo presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Carlos Joel da Silva. Ele destacou ainda a necessidade de aprovação do projeto dos integrados (PL 6459/2013), de autoria da senadora Ana Amélia, para dar maior segurança jurídica à relação entre produtores e empresas. A iniciativa já foi aprovada no Senado e aguarda votação no plenário da Câmara dos Deputados, que poderá ocorrer em agosto. A audiência pública em Ijuí foi a oitava do Ciclo de Debates da comissão neste ano. O primeiro encontro ocorreu em março, em Não-Me-Toque, durante a Expodireto-Cotrijal, e discutiu questões relacionadas à logística do setor. Também ocorreram audiências em Porto Alegre, Petrolina (PE), Ilhéus (BA), Palmas (TO) e Brasília.