
O ato de espionagem de autoridades brasileiras pelos Estados Unidos foi considerado "inaceitável, abominável e criminoso" pela senadora Ana Amélia (PP-RS). Em discurso na tribuna, nesta segunda-feira (2), a parlamentar gaúcha afirmou que as denúncias requerem explicação do governo norte-americano e que este é um dos maiores desafios do novo ministro das Relações Exteriores, Luiz Figueiredo. Ana Amélia manifestou solidariedade a presidente Dilma Rousseff e a seus assessores, cuja troca de correspondência eletrônica e conversas teriam sido monitoradas pelo governo dos Estados Unidos. Ana Amélia disse que violar a privacidade por meio de espionagem ou qualquer outro mecanismo de investigação ilegal é desrespeitar o direito individual e coletivo, e sobretudo, a soberania de uma nação. - Espionar chefes de Estado estrangeiros é procedimento inadequado e inaceitável, sobretudo quando se usa a defesa da segurança nacional como justificativa para a arapongagem transnacional - afirmou. Para Ana Amélia, "fica claro" com a divulgação que a espionagem foi efetivamente realizada, pois os documentos mostram que as conversas de Dilma e seus assessores foram monitoradas e rastreadas por modernos programas de investigação. De aordo com a reportagem, o governo do México também teria sido vítima da espionagem. - São informações muito graves que reforçam dúvidas sobre o monitoramento de autoridades brasileiras para fins comerciais e a obtenção de vantagens econômicas ou políticas - afirmou. Ana Amélia ressaltou que o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, negou a espionagem, mas admitiu o acesso aos dados das conexões (metadados), "o que não serve para explicar as denúncias". - Não se pode aceitar passivamente argumentos contra o terrorismo para permitir episódios de espionagem no Brasil, com injustas vantagens comerciais para outras nações - afirmou. Repúdio Em apartes, Ana Amélia foi saudada por colegas como Pedro Simon (PMDB-RS), o qual disse acreditar que a eleição de Barack Obama para o governo dos Estados Unidos representava um "momento novo". O líder do governo, Eduardo Braga (PMDB-AM), cobrou respeito ao Brasil e à comunidade internacional. Ele também adiantou que apresentará moção de repúdio pelo episódio. Ruben Figueiró (PSDB-MS) também afirmou que o Brasil precisa ser respeitado na comunidade internacional.

O ato de espionagem de autoridades brasileiras pelos Estados Unidos foi considerado "inaceitável, abominável e criminoso" pela senadora Ana Amélia (PP-RS). Em discurso na tribuna, nesta segunda-feira (2), a parlamentar gaúcha afirmou que as denúncias requerem explicação do governo norte-americano e que este é um dos maiores desafios do novo ministro das Relações Exteriores, Luiz Figueiredo. Ana Amélia manifestou solidariedade a presidente Dilma Rousseff e a seus assessores, cuja troca de correspondência eletrônica e conversas teriam sido monitoradas pelo governo dos Estados Unidos. Ana Amélia disse que violar a privacidade por meio de espionagem ou qualquer outro mecanismo de investigação ilegal é desrespeitar o direito individual e coletivo, e sobretudo, a soberania de uma nação. - Espionar chefes de Estado estrangeiros é procedimento inadequado e inaceitável, sobretudo quando se usa a defesa da segurança nacional como justificativa para a arapongagem transnacional - afirmou. Para Ana Amélia, "fica claro" com a divulgação que a espionagem foi efetivamente realizada, pois os documentos mostram que as conversas de Dilma e seus assessores foram monitoradas e rastreadas por modernos programas de investigação. De aordo com a reportagem, o governo do México também teria sido vítima da espionagem. - São informações muito graves que reforçam dúvidas sobre o monitoramento de autoridades brasileiras para fins comerciais e a obtenção de vantagens econômicas ou políticas - afirmou. Ana Amélia ressaltou que o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, negou a espionagem, mas admitiu o acesso aos dados das conexões (metadados), "o que não serve para explicar as denúncias". - Não se pode aceitar passivamente argumentos contra o terrorismo para permitir episódios de espionagem no Brasil, com injustas vantagens comerciais para outras nações - afirmou. Repúdio Em apartes, Ana Amélia foi saudada por colegas como Pedro Simon (PMDB-RS), o qual disse acreditar que a eleição de Barack Obama para o governo dos Estados Unidos representava um "momento novo". O líder do governo, Eduardo Braga (PMDB-AM), cobrou respeito ao Brasil e à comunidade internacional. Ele também adiantou que apresentará moção de repúdio pelo episódio. Ruben Figueiró (PSDB-MS) também afirmou que o Brasil precisa ser respeitado na comunidade internacional.