
Por proposição do deputado Pedro Pereira (PSDB), a Assembleia Legislativa entregou a Medalha do Mérito Farroupilha (a maior distinção do Parlamento) a Carlos Ricardo Buss Lopes, ou Caho Lopes, como é conhecido pelos familiares e amigos. A cerimônia, no início da noite dessa quarta-feira (2), lotou o Salão Júlio de Castilhos, com a presença de familiares e amigos do homenageado. Um grande homem, um grande cidadão e agora um grande amigo, referiu o deputado Pedro Pereira (PSDB), proponente da homenagem, a Caho Lopes. Esta é uma tarde-noite especial, e que deve orgulhar esta Casa. Como médico, sei o quanto é difícil dar a volta por cima em situações como esta, o quanto é duro, o quanto é sofrido. O Caho, por ter passado por tudo isso, e vencido, é hoje exemplo de vida e de luta, sublinhou o parlamentar. Lembrou que Caho fez centenas de palestras, pelo Estado e pelo país, tirando jovens das drogas a partir da própria experiência. Não existe uma família que não tenha um caso para narrar, de alguém conhecido envolvido. Por isso, a importância do trabalho do Caho em, espontaneamente, levar o seu sofrimento e o da sua família como exemplo de vida a milhares de pessoas, acrescentou Pedro Pereira. Nestes dias difíceis, prosseguiu, nos quais o Parlamento passa situações tristes, momentos como este são um alento às nossas atividades; nos motivam e dão força para continuar nosso trabalho. Citou que cada deputado pode destinar uma única Medalha do Mérito Farroupilha por mandato e frisou que nunca ela foi tão merecida como neste momento. Sem receio afirmo que este é um dos atos mais importantes que tive a oportunidade de realizar em minha vida pública, observou o deputado do PSDB, referindo-se à decisão da entrega da Medalha a Caho. O homenageado Somos nós todos, da sociedade brasileira, os protagonistas do descaso e da falta de atitude em relação ao problema da drogadição, disse Caho Lopes no começo da sua fala. Acrescentou que vemos, sistematicamente, as drogas destruírem gerações inteiras de jovens promissores; igualmente somos vítimas da violência que estas drogas geram. A maioria de nós continua a assistir inerte a este flagelo social, frisou. Destacou que não foi fácil mostrar, a todos, minhas mazelas e meus vícios. Por outro lado era preciso mostrar que um dependente pode melhorar e até se recuperar, voltando a ser útil à sociedade, à sua família. Para tanto, sempre defendi, nas minhas palestras, que a informação é a maior arma para vencer esta guerra, bem como realizar a prevenção. Às vezes, continuou, quando as pessoas estão perdidas, elas só precisam de outros que as motivem a voltar a viver, a sair do pesadelo. É preciso não se conformar com a derrota, se erguer e seguir na luta. Por fim, dizendo-se honrado e orgulhoso com a distinção, ressaltou que a recebia sem vaidade, porque ela (a Medalha) tem muitos nomes e está no peito de cada um que luta contra este mal. Estiveram presentes à cerimônia, o presidente Edson Brum (PMDB) e os deputados Zilá Breitenbach e Adilson Troca, do PSDB. Um pouco da história Usuário de drogas por muitos anos, Caho Lopes decidiu, a partir da sua batalha pessoal, transmitir suas experiências em especial aos mais jovens. Internado em 22 oportunidades, superou sua dependência e, por meio da internet, das redes sociais, tem relatado sua trajetória, informando sobre os malefícios da drogadição e alertando para que evitem a situação. Caho já realizou cerca de duas mil palestras pelo país, muitas destas reproduzidas pelo youtube. Ativista e pioneiro na prevenção de drogas, é autor de dois livros Ala fechada e Cara a cara com as drogas. Foi voluntário em diversos grupos de autoajuda e clínicas para recuperação de dependentes químicos, além de continuar proferindo palestras para jovens e pais, principalmente, nas vilas e favelas de Porto Alegre, onde nasceu. Em inúmeras das suas manifestações, pediu que a sociedade acolhesse e conscientizasse seus jovens sobre o perigo das drogas. O livro Ala Fechada revolucionou uma geração inteira, abrindo os olhos dos filhos, pais e amigos de dependentes químicos, além de auxiliar fortemente na prevenção do uso de drogas. A receptividade do Ala Fechada inspirou Caho a escrever outro livro sobre o tema, o Cara a Cara com as Drogas, desta vez, respondendo, de forma simples e direta, a dúvidas sobre o tema. Graças a tantas decisões corajosas somou admiradores, mudou vidas, transformou várias gerações pelo país afora. Projeto Cara Limpa Este projeto teve sua origem em novembro de 1994, por meio de um jovem escritor gaúcho que conheceu a realidade das drogas por experiência própria. O livro Ala Fechada, de Caho Lopes, narra toda sua trajetória pessoal neste descaminho. Juntamente ao livro, nasceu a ideia de uma campanha de prevenção que alcançasse, em primeiro lugar, os adolescentes em seu ambiente de convívio social a escola bem como sua família e seus professores, atingindo grande parte da comunidade. Foi então que nasceram as palestras de Caho Lopes, idealizador do projeto, cuidadosamente preparadas por meio de supervisão técnica de profissionais da área médica e psicológica e do apoio de um centro de excelência no tratamento da dependência química em Porto Alegre.

Por proposição do deputado Pedro Pereira (PSDB), a Assembleia Legislativa entregou a Medalha do Mérito Farroupilha (a maior distinção do Parlamento) a Carlos Ricardo Buss Lopes, ou Caho Lopes, como é conhecido pelos familiares e amigos. A cerimônia, no início da noite dessa quarta-feira (2), lotou o Salão Júlio de Castilhos, com a presença de familiares e amigos do homenageado. Um grande homem, um grande cidadão e agora um grande amigo, referiu o deputado Pedro Pereira (PSDB), proponente da homenagem, a Caho Lopes. Esta é uma tarde-noite especial, e que deve orgulhar esta Casa. Como médico, sei o quanto é difícil dar a volta por cima em situações como esta, o quanto é duro, o quanto é sofrido. O Caho, por ter passado por tudo isso, e vencido, é hoje exemplo de vida e de luta, sublinhou o parlamentar. Lembrou que Caho fez centenas de palestras, pelo Estado e pelo país, tirando jovens das drogas a partir da própria experiência. Não existe uma família que não tenha um caso para narrar, de alguém conhecido envolvido. Por isso, a importância do trabalho do Caho em, espontaneamente, levar o seu sofrimento e o da sua família como exemplo de vida a milhares de pessoas, acrescentou Pedro Pereira. Nestes dias difíceis, prosseguiu, nos quais o Parlamento passa situações tristes, momentos como este são um alento às nossas atividades; nos motivam e dão força para continuar nosso trabalho. Citou que cada deputado pode destinar uma única Medalha do Mérito Farroupilha por mandato e frisou que nunca ela foi tão merecida como neste momento. Sem receio afirmo que este é um dos atos mais importantes que tive a oportunidade de realizar em minha vida pública, observou o deputado do PSDB, referindo-se à decisão da entrega da Medalha a Caho. O homenageado Somos nós todos, da sociedade brasileira, os protagonistas do descaso e da falta de atitude em relação ao problema da drogadição, disse Caho Lopes no começo da sua fala. Acrescentou que vemos, sistematicamente, as drogas destruírem gerações inteiras de jovens promissores; igualmente somos vítimas da violência que estas drogas geram. A maioria de nós continua a assistir inerte a este flagelo social, frisou. Destacou que não foi fácil mostrar, a todos, minhas mazelas e meus vícios. Por outro lado era preciso mostrar que um dependente pode melhorar e até se recuperar, voltando a ser útil à sociedade, à sua família. Para tanto, sempre defendi, nas minhas palestras, que a informação é a maior arma para vencer esta guerra, bem como realizar a prevenção. Às vezes, continuou, quando as pessoas estão perdidas, elas só precisam de outros que as motivem a voltar a viver, a sair do pesadelo. É preciso não se conformar com a derrota, se erguer e seguir na luta. Por fim, dizendo-se honrado e orgulhoso com a distinção, ressaltou que a recebia sem vaidade, porque ela (a Medalha) tem muitos nomes e está no peito de cada um que luta contra este mal. Estiveram presentes à cerimônia, o presidente Edson Brum (PMDB) e os deputados Zilá Breitenbach e Adilson Troca, do PSDB. Um pouco da história Usuário de drogas por muitos anos, Caho Lopes decidiu, a partir da sua batalha pessoal, transmitir suas experiências em especial aos mais jovens. Internado em 22 oportunidades, superou sua dependência e, por meio da internet, das redes sociais, tem relatado sua trajetória, informando sobre os malefícios da drogadição e alertando para que evitem a situação. Caho já realizou cerca de duas mil palestras pelo país, muitas destas reproduzidas pelo youtube. Ativista e pioneiro na prevenção de drogas, é autor de dois livros Ala fechada e Cara a cara com as drogas. Foi voluntário em diversos grupos de autoajuda e clínicas para recuperação de dependentes químicos, além de continuar proferindo palestras para jovens e pais, principalmente, nas vilas e favelas de Porto Alegre, onde nasceu. Em inúmeras das suas manifestações, pediu que a sociedade acolhesse e conscientizasse seus jovens sobre o perigo das drogas. O livro Ala Fechada revolucionou uma geração inteira, abrindo os olhos dos filhos, pais e amigos de dependentes químicos, além de auxiliar fortemente na prevenção do uso de drogas. A receptividade do Ala Fechada inspirou Caho a escrever outro livro sobre o tema, o Cara a Cara com as Drogas, desta vez, respondendo, de forma simples e direta, a dúvidas sobre o tema. Graças a tantas decisões corajosas somou admiradores, mudou vidas, transformou várias gerações pelo país afora. Projeto Cara Limpa Este projeto teve sua origem em novembro de 1994, por meio de um jovem escritor gaúcho que conheceu a realidade das drogas por experiência própria. O livro Ala Fechada, de Caho Lopes, narra toda sua trajetória pessoal neste descaminho. Juntamente ao livro, nasceu a ideia de uma campanha de prevenção que alcançasse, em primeiro lugar, os adolescentes em seu ambiente de convívio social a escola bem como sua família e seus professores, atingindo grande parte da comunidade. Foi então que nasceram as palestras de Caho Lopes, idealizador do projeto, cuidadosamente preparadas por meio de supervisão técnica de profissionais da área médica e psicológica e do apoio de um centro de excelência no tratamento da dependência química em Porto Alegre.